Conto: Na Trilha do Detetive

By 22:16

Estréia da coluna de Contos!

Atenção: Contém spoilers dos livros!


É com um clima de mistério que abro este post. E é claro, nada mais justo, pois o personagem em questão é um dos mais fascinantes e intrigantes da literatura clássica, ou melhor, dos chamados romances policiais. 
Antes de tudo, esse conhecido gênero literário ainda hoje faz muito sucesso entre o público leitor. Mas não pense que Sir Arthur Conan Doyle, o gênio por trás de Sherlock Holmes, invetou esse tipo de romance. Não. O romance policial surgiu com a publicação  de The Murders in the Rue Morgue (Dois Crimes na Rua Morgue), de Edgar Allan Poe, ele mesmo! Foi ele o primeiro a usar de mistério, suspense, pistas, mortes... Porém esse gênero só ficou popular depois que o escocês Sir Arthur criou o personagem Sherlock Holmes. E é isto que nos interessa.


Ficha:

Sherlock Holmes: detetive particular

Endereço: Baker Street, 221B - Londres

Especialidades: Tudo sobre conhecimentos humanos: Geografia, Línguas, História, Química, etc. Também muito habilidoso em esgrima e boxe (caso seja necessário... Não que ele goste muito de violência).

Manias: Gosta de fumar cocaína num cachimbo para pensar; Toca violino de madrugada... Também para pensar. Não é merecedor do prêmio "O Mais Higiênico", isso o seu companheiro de apartamento confirma, Dr. John Watson, que por sinal é o melhor amigo do detetive.

Claro, essas informações são as que conseguimos nos tempos de hoje, século XXI. Se quisermos realmente conhecer o misterioso e peculiar detetive, nada mais justo do que voltarmos no tempo, lá na Londres no século XIX e se tivermos sorte, ter um encontro com o estimado detetive. Eu sei que muitos que estão lendo isso vão pensar: "Você é doida, ele nem realmente existiu, é só um personagem!". E daí? E por que dizem que os personagens são imortais hein?

Céticos que se calem, pois vamos embarcar nessa incrível aventura. 

Boa viagem!!





Londres,  século XIX. Abri os olhos devagar e a primeira imagem que vi foi de uma cidade em correria. Ainda estava zonza pelo ziguezague da viagem maluca em que resolvi me meter. Mas naquele quadro que vi, já sabia que eu tinha embarcado na maior loucura da minha vida. Ainda não sabia bem o que era... Minha mente ainda estava um pouco em curto...

Olhei a minha volta e vislumbrei o rio Tâmisa correndo docemente em volta da cidade, esta cercada de construções, pessoas apressadas, sujas, ruas escuras, mendigos, com o enorme Big Ben badalando furiosamente. Aquilo era minha amada Londres? Fiquei decepcionada. Sempre imaginei Londres como uma cidade bonita, rica, limpa e belas paisagens, entretanto aquela Londres que eu estava observando era completamente o oposto. O que estava acontecendo?

De repente o curto da minha memória deu uma guinada, abrindo uma brecha para o meu cérebro, este rápido e prático, puxou uma recordação das aulas da História: óbvio, eu estava na metade da Revolução Industrial. Isso explicava muita coisa. A prosperidade era só para os ricos, digam-se burgueses, os pobres londrinos não estavam vendo riqueza nenhuma.

Absorta em meus pensamentos, acordei num estalo devido a um passante ter me olhado de forma esquisita. Encarei-o de volta e ele pareceu espantado ou... Envergonhado? Olhei para baixo, para minha calça jeans, descobrindo o porquê do envergonhado: eu estava usando roupas do meu tempo, as mulheres desse tempo não usam calças!

Não havia nada que eu pudesse fazer. Eu não tinha um centavo no bolso (pelo menos dinheiro que fosse aceito) então me conformei.

Saí do meu estado de estátua e passei a caminhar na movimentada calçada. 

Os olhares de espanto só continuaram, o que me deixava mais desconfortável a cada passo. O que eu vinha fazer aqui mesmo?

Espremi minha mente como se fosse uma laranja, daquelas bem suculentas, mas a memória não vinha de jeito nenhum. O meu desespero só aumentava a cada minuto. Se eu não descobrisse minha missão aqui, como eu iria voltar para casa? Para o meu tempo?

Pelo menos, o destino parecia estar ao meu favor. Como que por um presságio ou sei lá que palavra definir, parei em frente a um portão de ferro com um belo apartamento, onde dizia na placa: 221B. Eu conhecia aquele número de algum lugar, mas a lembrança não vinha, era como se estivesse presa  e mesmo que eu forçasse não saía.

Nesse esforço, desviei o olhar para a placa do nome da rua: Baker Street.

A verdade veio num estalo. Baker Street 221B. Nada mais, nada menos do que o endereço do detetive Sherlock Holmes! Era essa a minha missão! 

Encontrar o detetive e ter um papinho com ele, provando que ele existiu para os leitores do meu tempo. Provando a todos eles que Sherlock não foi uma invenção de Sir Arthur Conan Doyle!

Essa primeira questão estava resolvida. Com a missão descoberta, todos os outros detalhes foram fáceis de lembrar: Para o mundo, Sherlock Holmes é um personagem inventado, também incluindo seu melhor amigo e todos os seus arque-inimigos. Porém havia aqueles que não acreditavam que ele era uma invenção; que simplesmente Sir Arthur não se inspirou no seu professor da faculdade de Medicina, o Dr. Joseph Bell. Não. Havia um fundo de verdade que Holmes realmente existiu, mas a história verdadeira era desconhecida. No entanto eu não pensei num problema que surgiu: Como Doyle descobriu sobre Holmes? As histórias que eu li nos livros são verdadeiras? Aquilo tudo realmente aconteceu?

Só havia uma maneira de descobrir e a verdade estava atrás daquele portão. 

Abri-o entrando decidida a resolver todas essas questões.

Logo na entrada, fui recebida por uma simpática senhora, por volta dos 40 anos, bonita, alta, de cabelos bem claros presos atrás da nuca. Reconheci de cara: Era a Sra. Hudson, dona e zeladora daquele apartamento. Não é preciso dizer o espanto que aquela senhora demonstrou ao me fitar, além também da expressão horrorizada logo em seguida. Corei.

Tirando esse pequeno desconforto, a amável senhora me recebeu muito bem, oferecendo chá e perguntando o meu nome:

- Carolyne – respondi.

- O que a senhorita deseja? – ela perguntou.

- Eu gostaria de ter uma entrevista com o Sr. Holmes. – Minhas palavras saíram seguras, com determinação. Eu não iria sair dali sem ter alcançado o meu objetivo.

- Eu não sei senhorita Carolyne se o Sr. Holmes está em casa, mas posso levá-la até o apartamento do cavalheiro e quem sabe a senhorita não tenha sorte? 
– Ela sorriu de modo afetuoso e naquela altura ela pareceu esquecer o estilo “masculinizado” o qual eu estava vestida.

Subimos as escadas para o andar superior, atravessando um estreito corredor com as paredes talhadas em madeira. Toda a estrutura daquela casa era no estilo vitoriano, a única exceção era justamente a porta do apartamento do Sr. Holmes: larga, preta e com uma maçaneta um pouco enferrujada, constratando com todo o resto da casa.

A Sra. Hudson bateu na porta, e abriu, dando passagem para eu entrar, chamando o dono da casa:

- Sr. Holmes? O senhor tem uma visita.

De primeiro momento ninguém respondeu, e aproveitei para observar aquele famoso apartamento. Era idêntico como eu imaginava nos livros: pequeno, com uma enorme poltrona de couro, uma mesa de centro, estofado cor de areia, uma pequena lareira, e três portas. Uma eu deduzi que era o banheiro, as outras duas poderia ser quartos.

E de uma dessas portas saiu um homem alto, de porte militar, vestido de forma comum para os homens daquela época, sem casaco, pois o apartamento era quente. Senti um solavanco no estômago de emoção, porque eu pensei que fosse Sherlock Holmes, mas me decepcionei logo depois: Não era ele, era o Dr. Watson. Mesmo assim fiquei emocionada! Eu estava frente a frente com o melhor amigo de Holmes e um “personagem” que sempre me encantou.

Não é preciso dizer que o Dr. Watson também se espantou quando cravou os olhos em mim. Parecia que ele estava tendo dificuldade para assimilar a cena que estava vendo: uma garota do século XXI, vestida da moda do século XXI. Claro, ele não sabia que eu não era deste tempo. Ninguém sabia na verdade, e mesmo se eu contasse eu seria dada como louca.

- Dr. Watson – começou a Sra. Hudson que ignorou por completo a cara de espanto do cavalheiro – Esta jovem moça gostaria de falar com o Sr. Holmes.

- Holmes saiu ontem à noite e até agora não voltou – O homem ainda me olhava de forma espantada, respondendo olhando para mim e não para a senhora Hudson. Corei de novo.

Ele continuou:

- A não ser que a esta senhorita não esteja com pressa, pode tentar esperá-lo e torcer para ele voltar cedo. Se não, deixe um recado que eu transmitirei a ele.

Nesta última parte ele se dirigiu diretamente a mim, me deixando mais constrangida e nervosa. Ele esperava uma resposta.

- Tudo bem Sra. Hudson – olhei para ela que parecia querer me levar para o andar de baixo. – Gostaria de conversar com o doutor.

Ela acentiu e se retirou, deixando-me só com o doutor Watson.

Era chegada a minha vez.

Eu não poderia perder aquela oportunidade. Se eu não conseguisse conversar com Holmes, seria o Dr. Watson quem daria as minhas respostas. Pelo menos era o que eu esperava.

- Sente-se – disse ele.

Sentei-me sem desgrudar os olhos dele, relutando. Por onde eu iria começar? E como?

Tomei toda a coragem que eu tinha e fui direto ao ponto:

- Dr. John Watson, eu sei que o senhor está espantado com as minhas condições, mas devo lhe dizer, mesmo que o senhor pense que eu sou louca, não estou sã, etc., que eu não sou deste século. Eu sou do século XXI e vim numa pequena missão de encontrar o Sr. Holmes, para provar a minha teoria de que ele realmente existiu. Porém como eu já encontrei o senhor, já é uma pequena vitória.

Assim que eu terminei de falar, um silêncio constrangedor se instaurou. Ele me fitou não da mesma forma como quando ele me viu pela primeira vez, mas agora de forma mais crítica, como se estivesse me examinando.Eu havia me esquecido desse pequeno detalhe: Dr. Watson era um médico e naquele momento estava realmente cogitando a possibilidade de eu estar fora de mim.

O desespero me tomou. Como eu iria provar para ele que eu não estava mentindo?

- Dr. Watson, eu não estou doente e muito menos louca. Não preciso dos seus serviços de saúde – minha fala saiu um pouco rude, deixando-me mais corada. Tentei suavizar o tom de voz para ele não pensar que eu estava realmente louca e me mandar para uma clínica de recuperação, à lá hospício!

- Desculpe a minha ignorância – continuei – Mas o senhor precisa acreditar em mim!

Parei tomando fôlego. O olhar crítico do doutor foi substituído por um de dúvida. Pelo menos ele parou de me olhar de modo estranho.

- Vamos ver se eu entendi bem: Você está me dizendo que não pertence há esse século, que veio do século XXI em uma missão para encontrar Holmes...? Como?

Sorri de forma vitoriosa. Ele estava passando a acreditar em mim naquele momento. Ponto para mim!

- É uma tecnologia do século XXI, a Máquina do Tempo. Eu sei que eu tenho que encontrar Sherlock Holmes, conversar com ele e trazer alguma prova de que ele existiu, pois as pessoas do meu tempo apenas crêem que ele seja um personagem de ficção criado por Sir Arthur Conan Doyle.

Assim que falei o nome Doyle, a cara de espanto do Dr. Watson voltou. Ele se levantou, caminhando no pequeno espaço da sala.

- Quer dizer que Doyle publicou ou vai publicar as histórias de Holmes?! Há poucas semanas ele estava me oferecendo uma grande quantia em dinheiro pelos os meus escritos dos casos dele.
Agora quem fez cara de espanto fui eu! Quer dizer então que Doyle simplesmente comprou os escritos do Dr. Watson? E nem ao menos se quer colocou os créditos do real autor, ou seja, o doutor?

- O senhor aceitou? – perguntei ansiosa.

- Falei que eu iria pensar sobre o assunto e conversar com Holmes.
Não sei por que, mas um alívio se instaurou. Não era justo que Doyle levasse os créditos sendo que a história nem dele era. Mas eu sabia que no final das contas, Doyle seria conhecido como “criador de Sherlock Holmes” e não que Holmes nunca foi personagem coisa nenhuma e que suas aventuras foram escritas por seu melhor amigo! O mundo precisava saber disso.

- Dr. Watson, o senhor não pode aceitar! As pessoas vão passar acreditar que Holmes e o senhor são uma invenção! Que tudo o que vocês dois passaram não passam de histórias, de ficção!
Ele me olhou de forma afetuosa, o que me deixou mais encantada.

- Mas não há nada que podemos fazer minha cara, vai acontecer e já está acontecendo, você mesmo disse isso. – ele suspirou – Que pena que Holmes não está aqui! Ele iria adorar conversar com você! Uma jovem de outro século! Que caso brilhante esse meu amigo conseguiu arrumar!
Corei pelo elogio. Eu já tinha batido o recorde de timidez em menos de um dia.

- O senhor não sabe aonde ele foi?

- Ele saiu ontem, como sempre não dizendo aonde vai, mas a única coisa que eu sei era que ele iria atrás de Moriarty.


Naquele instante, a minha felicidade se foi. Eu sabia aonde aquele caso iria parar e as conseqüências depois. Não podia ser! Não era justo!
Watson também percebeu o pânico que se instaurou em mim. Pobre homem! 


Eu não tinha coragem para contar a ele sobre o destino de Holmes.


Por que eu sabia que o famoso detetive não ia voltar para casa tão cedo. Iria ficar anos escondido, usando nomes falsos, para depois voltar para casa e ser assassinado! Segurei as minhas lágrimas de forma corajosa, mas sem grande sucesso, deixando uma gotícula cair, escorrendo pelo o meu rosto. E isso não passou despercebido pelo doutor, que falou de forma aflita:

- Algum problema senhorita?


Não, eu não podia contar. Não posso brincar com o Tempo, essa era uma das regras que eu lembrava que tinha que seguir: nada de revelar acontecimentos do futuro. Então omiti:

- Nenhum problema, doutor.

Eu sabia que eu não havia o convencido, mas por um algum motivo desconhecido ele aceitou minha resposta, sem questionar.

Todo meu esforço não valeu nada, concluí. Eu nunca encontraria Sherlock Holmes, e eu precisava voltar para o meu Tempo. Porém meu pânico aumentou: como eu iria voltar para casa?! Eu não me lembro de nada, só da Máquina do Tempo, mas não lembro quem me colocou lá dentro e como voltar!

Resolvi deixar essa questão para depois, mesmo que a minha fracassada missão ter sido concluída.

Levantei-me num ato de despedida. O doutor estranhou a minha pressa e pediu para eu esperar pelo Sr. Holmes. O nó na minha garganta se apertou de forma sufocante. Eu precisava ir.

- Desculpe-me doutor, mas eu realmente preciso ir embora. No entanto, se o Sr. Holmes aparecer, diga a ele que eu o procurei. O meu caso era apenas conhecê-lo e provar que ele existiu. Não conheci, mas pelo menos eu conheci o senhor.

- Mas e a prova? Não há nada que você pode levar para o seu tempo?

A oferta era tentadora. E se eu pudesse?

- Eu posso levar alguma coisa do Sr. Holmes?

-Claro, espere um minuto – ele saiu entrando em uma das portas e voltando rapidamente com um objeto de madeira polida em suas mãos: um charuto.
Ele entregou o objeto a mim, dizendo:

- Está limpo e Holmes não vai sentir falta dele. Eu sei que não é suficientemente perfeita para provar a nossa existência, mas há marcas de uso e esse charuto é o único que existe nesse mundo. Foi feito pelo o meu amigo.

Sorri emocionada e ele devolveu o sorriso. Despedi-me dele e da Sra. Hudson no térreo, saindo para a movimentada Baker Street.
Caminhei sem rumo pelas calçadas da rua, ainda sem saber como voltar. 
Deixei as lágrimas mais resistentes caírem. Pobre Dr. Watson! Ele sabia que eu tinha conhecimento do destino do Sr. Holmes! Mas eu era covarde demais para revelar.
Eu não conheci e não conheceria Sherlock Holmes. Essa era a cruel verdade. 

Entretanto, abracei como uma retardada o charuto como se estivesse abraçando o dono dele, fechando os olhos.

Não sei quanto tempo fiquei daquela maneira, mas era como se eu estivesse voando sem sair do chão. Livre, leve e solta... Como os pássaros... Como Holmes.

Abri os olhos. O quadro a minha frente não era mais a Londres do séc. XIX. Era São Paulo, barulhenta, movimentada, sempre viva. Minha casa.
Os acontecimentos daquele encontro ainda permaneciam vivos em minha memória, mas alguma parte do meu cérebro dizia que foi um sonho, enquanto a outra parte lutava para dizer que não. Eu não sabia quem deveria ouvir, até que olhei para o objeto em minhas mãos: o charuto. Mas de quem...?

O charuto de Sherlock Holmes gritou minha mente em louvor. Então tudo aquilo realmente aconteceu. Sorri de satisfação.

Saí andando para a minha casa, feliz de alguma maneira desconhecida.
Passei em frente a uma vitrine de livraria, ficando chocada com o lançamento em destaque:

“A Garota do Século” – A aventura perdida de Sherlock Holmes.

Na capa estava a ilustração de uma moça que era uma cópia fiel de mim! Sorri emocionada, entrando na livraria para “reivindicar os meus direitos autorais”.

Para quem tem o dom da curiosidade, apresento:

O Cânone Sherlockiano

Romances
  • Um estudo em vermelho - (A Study in Scarlet) - romance publicado em 1887.
  • O Signo dos Quatro - (The Sign of the Four) - romance publicado em 1890.
  • O Cão dos Baskervilles - (The Hound of the Baskervilles) - romance publicado em 1902.
  • O Vale do terror - (The Valley of Fear) - romance publicado em 1915.
Contos
  • As Aventuras de Sherlock Holmes - (The Adventures of Sherlock Holmes) - série de 12 contos publicada em 1892.
  • Memórias de Sherlock Holmes - (The Memoirs of Sherlock Holmes) - série de 11 contos publicada em 1894.
  • O Retorno de Sherlock Holmes - (The Return of Sherlock Holmes) - série de 13 contos publicada em 1905.
  • O último adeus de Sherlock Holmes - (His Last Bow) - série de 8 contos publicada em 1917
  • Os Casos de Sherlock Holmes - (The Case-Book of Sherlock Holmes) - série de 12 contos publicada em 1927
 Essa foi uma singela homenagem a um dos personagens mais eternizado da literatura!




Cenas do filme "Sherlock Holmes" de Guy Ritchie com Robert Downey Jr., Jude Law e Rachel McAdams.








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3 comentários

  1. Viajou bem! gostei muito e sinceramente viajei com vc! visualizei toda a londres daquela época!
    Fantástica história! , mas o fato de vc ter contado que Doyle publicara os contos sem dar créditos ao DR Watson , não mudaria o rumo da história? rsr (ihhh está me lembrando agora De volta para o Futuro)

    http://medicinepractises.blogspot.com/

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  2. Sem duvida uma das estorias mais incriveis e instigantes que ja li .

    OUSADIA

    http://ousadia-tamiresdelrey.blogspot.com/

    tô te seguindo segue tambem ^^

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  3. Muito obrigada meninas por lerem!!! Logo retribuirei a visita!

    Natacha, eu ñ sei se você percebeu, mas quando Carolyne voltou para o futuro (isso realmente lembrar o filme) eu não acho que ela tenha contado, quem contou foi o próprio dr. Watson no livro que saiu, no finalzinho, lembra? rs

    Bjos!

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