Review: Doctor Who: The Tenth Doctor - Year One

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Hello Earth!

Faz um tempo que eu não posto nada sobre HQs no blog, já que eu me foquei mais nos últimos meses a diminuir a pilha de livros na estante hehe mas o ritmo mudou nas últimas semanas depois que eu inclui as aventuras do 10th Doctor pela Titan Comics na lista  de leitura - agora como faz para parar de ler? Help!! 

Ok antes de eu falar sobre as aventuras em si do meu Doctor favorito, para quem está bem perdido sobre Doctor Who nos quadrinhos, eu recomendo a leitura deste post da galera do Doctor Who Brasil sobre esse universo expandido em particular. Eles explicam direitinho por onde começar a leitura e a cronologia das HQs em relação à série, e foi por onde eu me baseiei enquanto eu lia. 

Além disso, como acréscimo a esse post do DW Brasil, para quem não sabe onde adquirir as HQs de forma legal, minha recomendação é o Comixology - eles vendem em formato digital e é possível ler pelo próprio aplicativo deles que é fantástico! Sem mencionar que de vez em quando eles fazem promoções das HQs de DW e de outras séries também. A Amazon e a Livraria Cultura também vendem em versão física e eu coloquei os links para quem se interessar em comprar e não tem pressa rs. Infelizmente não tem tradução em português desse material (assim como a maioria dos livros e HQs do universo expandido de DW).

Assim como todas as outras HQs do Doctors, as aventuras do 1º ano do 10th foram compiladas em três volumes - como as histórias do 10th já estão no segundo ano (e finalizando por sinal) eu achei mais cômodo ler as compilações do que as edições mensais separadas inicialmente.

O volume 1 corresponde as histórias das edições #1 a #5, o volume 2 abrange as histórias do #6 a #10 e por último, o volume 3 inicia do #11 a #15. Parece confuso mas é bem simples, prometo. Vou comentar das histórias separadas ao invés de por volume para ficar mais fácil o meu raciocínio. 

 As mini-resenhas pode conter spoilers da série de TV, principalmente das temporadas e os especiais do 10th Doctor (David Tennant). 


Revolutions of Terror (#1 a #3)

Roteiro: Nick Abadzis

Arte: Elena Casagrande e Alice X. Zhang

Capa favorita

Nessa primeira história vemos o Doctor conhecendo a sua nova companion, a super fofa Gabby Gonzalez. Ela é uma jovem de descendência mexicana que mora em Nova York com a família que trabalha muito para sobreviver, tanto que eles possuem um restaurante e uma lavanderia onde ela trabalha. Gabby é aspirante a artista mas o pai quer que ela se torne uma contadora para tomar conta dos negócios da família, ou seja, ela faz somente as vontades do pai e estuda por obrigação do que por prazer. Já nas primeiras páginas da HQ conhecemos ela e a Cindy, a melhor amiga meio maluca e bem engraçadinha quando do nada aliens psíquicos aparecem e o resto, é história...

É interessante essa primeira história que funciona muito mais como uma introdução à nova companion e por conter uma referência à saída da Donna Noble que é a cronologia do 10th. É vísivel que o Doctor ainda está sentido pela perda da sua companion e amiga (até hoje eu estou também) então ele se vê num conflito interno sobre a Gabby e se vale a pena arriscar novamente ter mais uma companheira. Ela por sua vez, tem uma vontade muito grande de fazer e ver grandes coisas - nesse ponto ela me lembra um pouco a Rose, o que eu achei bem legal. 

O monstro dessa história eu achei criativo e até um pouco creep, por que quem diria que conseguimos imaginar monstros tão horríveis né? rs e não posso esquecer de uma referência engraçadíssima do episódio de 50 anos sobre o 11th Doctor :P


The Arts in Space (#4 e #5)

Roteiro: Nick Abadzis

Arte: Elena Casagrande e Alice X. Zhang

Capa favorita

Ah, essa história eu curti mais do que a primeira, apesar de não ser a minha favorita desse primeiro ano. O Doctor leva Gabby para conhecer um planeta bem artístico e o que era para ser apenas um passeio, acaba virando quase um pesadelo. Eu gostei principalmente porque eu senti uma referência a Coraline do Neil Gaiman - que eu já resenhei no blog - o que provavelmente não foi proposital, mas em alguns momentos da HQ o vilão me lembrou passagens assustadores do livro. 

Além do mais, a narração muda a partir dessa história e vemos mais o ponto da vista da Gabby através dos desenhos e cartinhas que ela escreve para Cindy contando as aventuras dela com o Doctor. Foi uma ideia genial de roteiro porque na série a maioria dos episódios são todos do ponto de vista das (os) companions e trazer isso também para as HQs é muito mais que bem-vindo. 

Há uma interação bem bacana da Gabby com um dos persongens dessa história que acaba sendo uma forma de conhecer um pouco mais a companion e suas motivações. O relacionamento dela com o Doctor começa a se desenvolver de verdade a partir dessa aventura e claro, o início de uma grande amizade.



The Weeping Angels of Mons (#6 a #9)

Roteiro: Robbie Morrison

Arte: Daniel Indro

Capa favorita
Um milhão de feels. Foi isso que eu senti enquanto eu lia essa história, também não é por menos. O plot simplesmente se passa durante a Primeira Guerra Mundial durante um cerco entre os britânicos e alemães nas trincheiras em um territória em disputa, advinha só, cheia de weeping angels! O Doctor ainda está em conflito sobre ter a Gabby a bordo da TARDIS e vemos durante toda a história isso assombrando ele por conta das milhares de vezes que ela se mete em uma situação perigosa. Temos um coadjuvante muito amor que é o jovem recruta Jamie Colqhoun que se apaixona pela Gabby e formam um casalzinho fofo que eu shippei horrores e ajuda a dupla dinâmica a se livrar dos predadores. 

A carga dramática e a não centralização em somente no Doctor e na Gabby com uma participação maior dos jovens soldados fizeram dessa aventura a melhor até agora do 10th nas HQs. Comparo até mesmo com aquele episódio two-part inesquecível do 9th Doctor com a Rose lá na primeira temporada (The Empty Child/The Doctor's Dance) que se passa durante a Segunda Guerra escrito pelo Moffat, justamente pela carga emocional e assustadora dessa aventura. Eu amo quando os personagens secundários ganham maior destaque porque isso dá à história um drama maior, é exatamente o que aconteceu aqui e no episódio do Moffat - sem mencionar que o pano de fundo histórico torna tudo mais real. Não que eu não goste de aventuras no espaço e em outros planetas, mas eu amo mais os episódios históricos de DW ;)

Vemos os weeping angels mais assustadores do que na série e até momentos um pouco mais pesados para o padrão de DW. Eu torci muito para o Jamie virar companion, mas infelizmente não foi dessa vez... E eu preciso mencionar o quão fofo é o 10th dando uma de pai protetor para Gabby haha! O único ponto negativo dessa história foram a forma como desenharam o 10th, porque houve momentos que ele parecia mais o John Constatine principalmente os traços do rosto.

O final não deixa a desejar e é bem emocionante e bonito, digno de um episódio para uma season finale 


Echo (#10)

Roteiro: Robbie Morrison

Arte: Daniel Indro



Essa história é única e mais curta, mas não deixa de ser divertida e uma volta à Nova York da Gabby e do 10th que já emenda com a próxima aventura. Cindy reaparece sem entender nada do que acontecendo com a amiga e cheia de suspeitas em relação ao Doctor, isso tudo com barulhos estranhos afetando a população da cidade. O final é muito amor e mostra a evolução do relacionamento entre o Doctor e da Gabby para uma amizade mais sólida e sem muitos obstáculos entre eles, apesar das preocupações dele não terem se dissipado completamente. 


The Fountains of Forever/The Spiral Staircase/ The Sins of the Father (#11-15)

Roteiro: Nick Abadzis

Arte: Elena Casagrande e Eleonora Carlini


E chegamos na "season finale" do 1º ano de aventuras do 10th Doctor! No começo eu achei a história dessas edições um pouco confusa, e realmente é porque o Nick Abadzis tem um probleminha na hora de organizar o roteiro para ficar mais compreensível, pelo menos é o que eu acho e senti também no Revolutions of Terror. Porém não deixou de ser divertida e com umas referências sensacionais! E nem vou comentar uma cena em particular que eu fiquei feliz de ver uma certa encarnação do Doctor no cliffhanger.... ;)

Cindy finalmente confronta a Gabby sobre sua relação com o 10th, este que estava muito ocupado investigando um artefato alien muito suspeito nas mãos de uma aposentada estrela de Hollywood. Temos a primeira aparição de uma personagem que talvez vire uma amiga do Doctor, a badass Cleo - ela me lembra um pouco o Capitão Jack mas com um humor mais ácido. Há passagens da história que a Cindy narra do ponto de vista dela, o que enriqueceu mais a aventura.

A impressão inicial é que a história se encaminha para lugar nenhum porque não temos exatamente um vilão aqui como nas outras aventuras, mas um mal entendido bem grande. A Cindy acaba que sem querer se metendo na confusão toda com a Gabby e o Doctor, e a surpresa é o plot se basear completamente na mitologia egípcia (o que eu não sou muito fã justamente por ser uma confusão dos infernos kkk).

No geral, é uma boa história, um pouquinho bagunçada e por isso perde o posto de melhor do 1º ano - The Weeping Angels of Mons fica com a medalha de ouro rs - e sem um final porque ela ganhou outras proporções e informações, coisa que não se dava para se desenvolver na última HQ. Creio que essa história retorna agora no segundo ano de aventuras e espero que o roteirista consiga finalizar e dar um ponto final - ou não, vai saber que tem mais coisas do que aparenta ser né? DW sempre é uma caixinha de surpresas...

E assim termina o 1º ano do meu Doctor favorito, com seus altos e baixos mas sem perder a essência que eu tanto amo. Sendo bem sincera, eu gostei mais da experiência de ler Doctor Who nos quadrinhos do que nos livros, acho que essa mídia funciona melhor com o estilo da série em si. Assim que eu finalizar as aventuras do 11th e do 12th (1º ano por enquanto de ambos) eu posto aqui o que eu achei. See you!



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