[Teatro] Wicked - A História Não Contada das Bruxas de Oz

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Para encerrar o ano e comemorar o meu vigésimo terceiro aniversário em grande estilo, no último dia 10 eu tive o prazer e a sorte de ver o espetáculo Wicked - A História Não Contada das Bruxas de Oz no Teatro Renault em São Paulo, capital. 

Eu estava querendo ver o espetáculo há meses mas sempre acontecia alguma coisa que me impedia de ir. Infelizmente se você ainda não pode assistir, eu recomendo que você corra porque a peça só estará em cartaz até hoje, 18/12. 

Eu estava na dúvida se postaria uma breve resenha da peça no blog, já que eu nunca postei sobre teatro. Mas deixei o receio de lado e resolvi arriscar essa coluna nova aqui - que vai ser mais esporádica, já que eu não vou ao teatro com a frequência que gostaria. Quem sabe ano que vem isso não muda, né?

A peça é uma releitura de The Wonderful WIzard of Oz de L. Frank Baum publicado em 1900 que virou um clássico infantil e acredito que muita gente já leu ou viu o filme. A história é baseada no livro Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West de Gregory Maguire publicado em 1995 e no clássico filme de 1939 estrelando Judy Garland. 

O musical estreou na Broadway em 2003 com Idina Menzel no papel da Elpheba a Bruxa Malvada do Oeste, Kristin Chenowet como Glinda, a Bruxa Boa do Norte e Joy Grey no papel do Mágico de Oz. De lá para cá, a montagem ganhou três prêmios Tony Awards e chegou até vencer um Grammy. Até hoje é uma das mais bem sucedidas produções da Broadway. A peça conta a história da amizade entre as duas bruxas tendo Elphaba como a personagem principal, narrando desde o seu nascimento até os acontecimentos depois de O Mágico de Oz.

Fonte: Uol
As minhas expectativas para a versão brasileira do musical estavam altas e foram supridas após duas horas de espetáculo, tendo Myra Ruyz no papel da Elphaba, Fabi Bang como Glinda e Sérgio Rufino como Mágico de Oz. A produção não deixa a desejar, desde o figurino até os cenários, que apesar do palco do Teatro Renault não ser grande o suficiente para uma montagem desse tamanho, não foi um obstáculo para a produção entregar ao público imagens de encher os olhos, principalmente os efeitos especiais e a cenografia. 

Nos últimos meses eu acompanhei a produção do espetáculo da escola de dança onde frequento e você acaba aprendendo algumas coisas interessantes sobre o showbiz, como por exemplo, a troca de cenário que no caso de Wicked foi discreta e não muito na cara do público. As canções tocadas na peça foram todas ao vivo acompanhadas de uma orquestra abaixo do palco e uma maestrina. A sonoridade junto com as belas vozes dos atores no palco foram tão perfeitamente executadas, que era de difícil de acreditar que tudo era ao vivo. A acústica do teatro é maravilhosa, o que ajudou mais ainda para dar o ar de grandiosidade da peça. 

Os protagonistas não são personagens muito profundos, porém são bem marcantes. A personalidade tanto de Elphaba como de Glinda é baseado nos opostos - uma é estudiosa, determinada a superar o preconceito por ser verde e sempre deixada de lado pelo pai. Glinda por sua vez é mais mimada, sempre teve atenção e tudo o que quis. A interação entre as duas foi de arrancar gargalhadas por essas diferenças tão acentuadas, mas o que mais chama a atenção é a amizade que vai se formando entre elas após várias situações complicadas e brigas ao decorrer da peça. 

Não assisti a versão da Broadway, mas eu gostei da forma como o roteiro ficou bem "abresileirado" com inclusão de expressões e maneirismos típicos da nossa cultura, sem mencionar os momentos que acredito que foram de puro improviso da Fabi Bang que brincou várias vezes com gírias do nosso cotidiano em uma cena em especial com a Myra - o que eu arrancou risadas e aplausos da platéia. 

Fonte: Cíntia Carvalho - Site Setor Vip
Um personagem em especial que eu adorei e suspirei foi o Fiyero (Jonatas Faro) que é um príncipe Winkie e interesse amoroso tanto de Elphaba quanto de Glinda. É bem conto de Fadas essa parte do enredo e lembra até Cinderela em alguns momentos, que eu não vou estender por conta de spoilers...

A trilha sonora é bem cinematográfica e temática, acompanhando todos os momentos dos protagonistas da mesma forma como ocorre com O Fantasma da Ópera - minha referência em musicais. As canções sempre marcam um momento importante de cada personagem, servindo como os pensamentos e aqueles momentos que o protagonista fica matutando sobre a situação. 

No palco, as músicas também possuem esse ofício e não foram poucos os momentos que emocionaram o público, em especial a canção Definindo a Gravidade (Defying Gravity) que é ponto alto do Ato I da peça. É uma pena que não lançaram a gravação oficial das músicas em português, pois eu adoraria que o fizessem porque ficou muito bonito e me arrisco dizer, até melhor do que a versão oficial em inglês que tem no Spotify.

Wicked é divertido, engraçado e emocionante, valendo não só como entretenimento, mas também como nostalgia para os apaixonados pelo O Mágico de Oz e uma boa forma de introduzir a história para quem não conhece. Para quem mora ou está em São Paulo, ainda há ingressos para as últimas sessões no site da Tickets for Fun. Os valores variam de R$ 50,00 até R$ 280,00 (inteira). 

Ps: Enquanto fazia as minhas pesquisas para este post, descobri que L. Frank Baum escreveu 14 livros que formam a série Terra de Oz, sem contar outros escritores além do Gregory Maguire que escreveram sobre o tema! Como eu não sabia disso?!

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